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Câmeras corporais descarregadas diante da morte da médica Andréa?

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21.03.2026

O caso da morte da médica negra cirurgiã Andréa Marins Dias, 61 anos, durante uma perseguição policial expõe, mais uma vez, um equívoco recorrente: a crença de que ferramentas, por si só, produzem controle da ação policial.

Foi revelado que as câmeras corporais dos policiais estavam descarregadas. Também se revelou que a cor do carro não era a mesma. Foram outras filmagens — externas à ação policial — que tornaram visível o erro de identificação do alvo.

E as câmeras estavam descarregadas?

Esses elementos desmontam versões anteriores que buscavam justificar, sem avaliação técnico-profissional, o desempenho policial no uso da força, reduzindo o ocorrido a mais uma fatalidade não intencional.

Faz tempo que venho chamando atenção para isso: tecnologia não é neutra e não produz controle por si mesma.

Não é a ferramenta que decide como e quando será usada. É o arbítrio de agentes estatais que determina seu emprego.

O uso de câmeras nos uniformes do PM é, sim, um instrumento fundamental para reforçar a autoridade policial, resgatar a confiança da........

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