O impossível como ponto de partida
Morando aqui na China, ‘o que é impossível?’ deixou de ser uma pergunta abstrata. Ela aparece a cada esquina, a cada estação de trem, a cada ponte suspensa sobre vales que parecem não caber no mundo real.
E talvez esse questionamento fique ainda mais forte quando eu embarco em um trem de alta velocidade. Eu nunca fui muito fã de avião nem de aeroportos — e aqui isso faz diferença. Os trilhos viram uma espécie de costura silenciosa de um território imenso. Uma malha ferroviária que é hoje a maior do mundo e que redefine o próprio sentido de distância.
Quando o espanto vira método
Foi a partir dessa sensação — entre o espanto e a curiosidade permanente — que acompanhei de perto, ainda que de longe, a produção de um vídeo extraordinário sobre uma dessas obras que insistem em desafiar o vocabulário do........
