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No Oriente Médio, a estratégia desmoronou antes mesmo de começar

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23.03.2026

A guerra atual não visa apenas derrubar o regime no Irã, mas também transformar o Oriente Médio como o conhecemos. Washington busca controlar as principais vias de comunicação do mundo, talvez até mesmo alcançando o Bósforo e Gibraltar. A guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã continua, mas com objetivos pouco claros, especialmente porque a lista de alvos já se esgotou, segundo declarações de ambos os lados.

Os objetivos da guerra eram claros e específicos: mudança de regime no Irã, destruição de sua capacidade de mísseis, desmantelamento da Guarda Revolucionária Iraniana, obtenção de urânio enriquecido, desarticulação da milícia Basij e sua substituição por mercenários, além da imposição de um regime subserviente a Israel dentro do Irã.

Os ataques contínuos do Irã contra o território israelense e bases estadunidenses na região confirmam sua capacidade de sustentar o confronto, visto que aqueles que atacam Teerã pretendiam transformar o conflito em um jogo de soma zero.

Teerã passou de uma tática de “bombardeio de mísseis” para o uso de “ataques de precisão”, uma vez que um único míssil agora pode causar destruição em larga escala. Além disso, aeronaves furtivas já não são tão eficazes, pois Teerã conseguiu atingi-las com um sistema de defesa aérea desenvolvido após a Guerra dos Doze Dias.

A sobrevivência do regime representa o fracasso do objetivo político final da agressão. A continuidade dos ataques com mísseis iranianos indica o fracasso da suposta superioridade militar e tecnológica dos Estados Unidos e de Israel. O colapso da rede de mercenários dentro e fora do Irã evidencia o fracasso da guerra híbrida, cujo objetivo era fomentar conflitos internos.

Trata-se de uma guerra sem limites ou expectativas, cujo desfecho é imprevisível. No entanto, é certo que a região, após este conflito, não será a mesma, e esta não será a última guerra na região.

Consequentemente, o teatro de operações regional transformou-se em uma ameaça global ao trânsito e à segurança energética. Nesse contexto, destaca-se uma regra de ouro: quando os Estados Unidos não conseguem atingir seus objetivos estratégicos, não apenas perdem a batalha, mas também redefinem sua posição no conflito e no sistema internacional.

A discrepância entre a realidade no terreno e a narrativa oficial israelense tornou-se significativa, especialmente desde que o governo sionista impôs uma rígida censura militar, limitando a divulgação de detalhes sobre as perdas israelenses. Trump e suas declarações contraditórias refletem o caos e a turbulência que ele enfrenta internamente nos Estados Unidos. O homem que alegou ter destruído o programa nuclear........

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