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Trump sem freios: ou “insano” ou “gangster” — e o mundo à espera do pior

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21.01.2026

O economista Jeffrey Sachs, professor da Universidade Columbia, resumiu o que muitos governos ainda tentam dizer com eufemismos: Donald Trump representa um risco fora da curva para a ordem global. Ao reagir à carta atribuída ao presidente dos EUA, em que ele reivindica “controle completo e total” sobre a Groenlândia e afirma já não se sentir obrigado a pensar “puramente” em paz, Sachs cravou a sentença que deveria ecoar como sirene mundial: “É aterrorizante porque ou ele é insano ou ele não é insano. Nós não sabemos qual dos dois”. 

A carta da Groenlândia: quando o império abandona qualquer máscara - Há momentos em que a política internacional deixa de fingir que opera por regras. E há momentos ainda mais graves: quando a potência hegemônica passa a falar abertamente a linguagem da conquista, do ultimato e da extorsão.

A carta atribuída a Trump — tornada pública em meio a uma escalada de tensões com governos europeus — contém um ponto cristalino: a reivindicação de “Complete and Total Control of Greenland”. Não se trata de “interesse estratégico”, nem de “acordo de defesa”, nem de “parceria”. Trata-se de controle. De posse. De comando imperial sobre território alheio. 

E o aspecto mais perturbador está no subtexto: Trump sugere que já não se sente obrigado a pensar “puramente” em paz. A frase, por si só, deveria ser suficiente para disparar protocolos de crise em qualquer chancelaria do planeta. Porque quando um presidente dos EUA anuncia que o horizonte da paz deixou de ser compromisso e virou opção, o mundo entra em área de turbulência.

Não por acaso, veículos internacionais registram que Trump vinculou a escalada à frustração por não receber o Nobel da Paz e, a partir daí, passou a justificar o delírio expansionista como “necessidade de segurança”. 

Sachs diz o que os governos sussurram: se isso é sério, a democracia americana entrou em colapso - Ao comentar a carta, Jeffrey Sachs não fez apenas crítica política. Fez um diagnóstico institucional: se esse é o modo de falar e pensar de um presidente, então “perdemos nosso país, nossa........

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