Ameaçam cassar Aparecida
Em abril de 2017, no Clube Hebraica, no Rio, Jair Bolsonaro, ao se referir a uma visita a um quilombo, contou: “O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Acho que nem para procriador ele serve mais”. Bolsonaro usou uma unidade de peso associada a animais para se referir a quilombolas. A fala provocou denúncia da então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que considerou desrespeitoso o uso de “arrobas” para pessoas negras por tratá-las de maneira comparável a animais.
Em julho de 2018, já candidato à Presidência, Bolsonaro foi novamente questionado sobre racismo e, ao ser perguntado sobre uma eventual dívida histórica do Brasil com a população negra, respondeu: “Não escravizei ninguém”. Na mesma entrevista, acrescentou: “Foram os próprios negros que entregavam os escravos”.
Também durante a campanha, defendeu o fim das reservas indígenas e quilombolas: “Se eu chegar lá, não vai ter um centímetro demarcado para reserva indígena ou para quilombola”.
O racismo e a intolerância religiosa da família Bolsonaro e de seus aliados voltam a se manifestar na proposta de um deputado do PL, partido de Flávio Bolsonaro, de cassar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.
Nossa Senhora Aparecida, que andava entretida em explicar a um grupo de devotos que não existe “Aparecida do Norte”,........
