Por que o Brasil inteiro deveria prestar atenção ao que está acontecendo no Rio de Janeiro?
Veja bem o imbróglio em que se encontram as eleições para governador do Rio.
Cláudio Castro (PL), então governador, renuncia ao governo em 23 de março. No dia seguinte, o TSE o declara inelegível por oito anos por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Rodrigo Bacellar (União Brasil), que vinha sendo peça central da sucessão estadual, também tem o mandato de deputado cassado e é declarado inelegível.
Com governador e vice fora da linha sucessória, o presidente do TJ-RJ, Ricardo Couto, assume interinamente. O STF passa a discutir se a escolha para o mandato-tampão deveria ser direta ou indireta.
Paralelamente, Douglas Ruas (PL), até então praticamente desconhecido do grande público, ganha projeção, inclusive nacional, durante a operação policial no Morro do Alemão, e acaba eleito presidente da Alerj em abril.
Em 24 de julho, o PL oficializa sua candidatura ao governo. Ruas entra na campanha como o nome do campo bolsonarista.
Vamos fazer uma pausa aqui.
A relação entre o bolsonarismo fluminense e as milícias não nasceu ontem.
Em 2008, durante a CPI das Milícias, Jair Bolsonaro defendeu publicamente a legalização das milícias. Antes disso, em 2005, Flávio Bolsonaro havia concedido a Medalha Tiradentes a Adriano da Nóbrega, que anos depois seria apontado como chefe do Escritório do Crime e ligado a grupos de milicianos. Flávio também viria a defender publicamente Adriano, a quem chamou de “policial exemplar”.
Guarda essa informação.
Em agosto, nove candidaturas ao governo se consolidam. Entre elas, a de Anthony Garotinho.
Meses antes da oficialização das candidaturas, uma pesquisa Quaest mostrava Paes vencendo Ruas por 49% a 16% numa simulação de segundo turno.
Como Garotinho chega à........
