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Um contrato caviar: nunca vi, nunca li e só ouço falar

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23.02.2026

Ao pedir o arquivamento das informações que recebeu da Polícia Federal sobre o então ministro relator do processo do Banco Master, o ministro Fachin foi coerente. Houve uma reunião de três horas (12/02) em que por unanimidade ministros da Suprema Corte elaboraram uma nota empenhando credibilidade ao ministro Dias Toffoli, sob ameaça de suspeição. Em não sendo enquadrado em suspeição, depreende-se que a maioria acreditou não haver motivos nas 200 páginas entregues ao presidente do STF, Edson Fachin, que fossem substanciais a ponto de afastar o ministro, que saiu do processo por seus próprios pés. Então, não restava outra posição ao presidente da Corte se não acompanhar a maioria, certo?

A reunião teve a participação de dois ministros online. Ou seja, até hoje há no ar a pergunta: quem vazou uma conversa fechada? Ora, minha gente, menos ingenuidade. Numa época em que tudo é gravado, principalmente se há a participação online, vamos parar de teorias conspiratórias, não é mesmo?

Com o seu gesto de arquivamento, o presidente do STF procurou tirar de cima da Corte os holofotes que a mídia tradicional mirou para lá. Principalmente depois de reinaugurada a fase de "vazamentos" contínuos, rápidos, com endereço certo, pela dupla de jornalistas que publicou o aumento vertiginoso dos proventos da advogada Viviane Barci de Moraes. Segundo a dupla, Barci que........

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