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Resquícios do delito de infidelidade patrimonial no caso do Banco Master exigem apuração

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03.01.2026

Não. O escândalo do Banco Master não é página virada. Longe disso. Agora é hora de deixar de mimimi e cuidar do que interessa. Há um mega crime a ser apurado, que colocou em risco todo o sistema financeiro. Não fosse a intervenção do Banco Central e ele seria contaminado pelo modelo de pirâmide instituído na cara dura pelo “new banqueiro”, Daniel Vorcaro, com a conivência de nada menos que o governo do Distrito Federal, responsável pelo BRB.

Acontece, porém, que o governador Ibaneis Rocha (MDB) tem corpo fechado. Então, sobrou apenas para o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa - que chegou a ter a sua prisão decretada, mas suspensa logo em seguida, no âmbito da operação da Polícia Federal, “compliance zero” -, em 18 de novembro. Costa ia pagar a fatura, como se uma tacada de R$ 12,2 bilhões para socorrer Vorcaro fosse um troco que ele pudesse decidir sozinho.

Não é. Mas como desde o 8 de janeiro de 2023 - quando deixou de atender pelo menos 30 chamadas no seu celular porque estava dormindo -, e ficou por isso mesmo, há muita gente querendo saber qual é o terreiro que ele frequenta, para ir lá, fechar o corpo também. A reza é forte. Nada pega no governador.

Vorcaro e Costa são investigados pela PF por irregularidades na venda de falsas carteiras de crédito consignado do Banco Master para o BRB por R$ 12,2 bilhões.

Não faltaram pitacos para desviar o foco da questão principal: Vorcaro tentou dar uma volta no conjunto de bancos que formam o Fundo Garantidor de Créditos (FC), que como o nome diz, garante o sistema bancário em até R$ 100 bilhões no caso de solvências, não deixando os clientes na mão. Acontece que banqueiro é banqueiro e o que visam? Lucro. Prejuízo é hipótese, da qual correm como o diabo da cruz. No entanto, com o golpe de Vorcaro teriam que desembolsar R$ 40 bilhões do FGC. A bancada deu pinotes. A luta para (desliquidar) o banco envolveu tricas e futricas. Criado em 1995, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é uma associação privada, sem fins lucrativos, integrante do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e que atua para ampliar a confiança das pessoas neste sistema.

É preciso levar em conta que, se pagam, ficam cegos de raiva pelo prejuízo imposto por um “novinho”. E se não atuam como prometeram, essa confiança apregoada no princípio que levou à fundação, vai pelo ralo.

Agora que o capim colonião do entorno do problema foi devidamente podado e o que está em jogo é o veio principal, o crime, ainda resta uma lagartixa no caminho, se contorcendo e tentando recuperar o rabo. Sim, estamos falando do ministro do Tribunal de Contas da União – TCU -, Jhonatan de Jesus, que espera uma recomendação da área técnica do tribunal para determinar uma inspeção no BC, a fim de investigar assuntos relativos à liquidação do Banco Master. Ação também conhecida como: procurar chifre em cabeça de cavalo.

O BC já enviou a nota técnica em resposta ao pedido de Jhonatan, feito em 18 de dezembro, para que fossem apresentados os “fundamentos da liquidação extrajudicial do banco de Daniel Vorcaro”, mas ele ainda não se deu por satisfeito.

De acordo com a coluna de Malu Gaspar (02/1/2026) - O que fazer? A moça tem seis fontes. Não podemos desprezar sua apuração -, Jesus foi “indicado para o TCU em 2023 na cota da Câmara dos Deputados, o ministro foi deputado federal de Roraima pelo Republicanos e é filho do senador Mecias de Jesus (RR), também filiado ao partido. Sua nomeação foi apadrinhada pelo então presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), que incluiu a vaga aberta pela aposentadoria da ministra Ana Arraes no rol de propostas de sua campanha pela recondução no comando da Câmara naquele ano”.

É bom lembrar que nessa época Arthur Lira ainda estava com o gosto da derrota do seu pretendente à........

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