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A morte de Larijani e a política de assassinatos seletivos

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17.03.2026

Com a morte de Ali Larijani, Israel dá prosseguimento à sua política de décadas de "assassinatos seletivos", visando decapitar organizações, entidades e estados que são opositores da Ocupação e da destruição do Estado Livre da Palestina. 

Contudo, tal política — praticada na Palestina e em outros países — não eliminou a resistência e as ameaças contra israelenses e judeus no mundo inteiro, após a morte de lideranças da OLP, do Fatah, do Hamas, do Hezbollah e de Estados oponentes, como o Irã. 

Assim, Israel alega "não ter com quem negociar!". O resultado prático, com a eliminação de lideranças históricas — para além da questão ética de tal política —, é a ascensão de quadros cada vez mais jovens, menos capazes de manejar complexas negociações diplomáticas e com formação política de tipo islâmico, menos propensos a um processo de paz. 

Imaginemos o caso fictício de os Estados Unidos terem assassinado Ho Chi Minh ou Kruschov. As consequências, para os próprios israelenses, serão cada vez menos otimistas e transformarão o Estado de Israel em um Estado Policial.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.


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