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A estratégia da decapitação da liderança

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16.03.2026

A decapitação de lideranças é um fenômeno que vem ocorrendo desde a Antiguidade. Nos contextos de lutas e guerras entre grupos, cidades, etnias, impérios e Estados, era comum queimar, decapitar, degolar, enforcar ou crucificar líderes inimigos capturados. Quase sempre, esses atos eram consequência das ações de combate, e não um objetivo estratégico específico. Tratava-se de uma tática no interior da estratégia de guerra.

Líderes rebeldes, revolucionários, lutadores sociais, místicos, chefes de bando, reis, rainhas, governantes e opositores derrotados foram mortos de forma quase sempre brutal, em atos revestidos de cerimônias. Os objetivos dessa violência eram também simbólicos, visando conter ações contrárias aos vencedores.

Na história mítica da Bíblia, o líder arquetípico Moisés não pensa duas vezes em mandar matar milhares de israelitas porque adoraram um bezerro de ouro (Êxodo 32), ou em exterminar os rebeldes liderados por Corá, Datã e Abirão, que contestavam sua liderança e a de seu irmão Aarão. A violência exterminadora sempre foi mais uma prática das elites dominantes do que dos rebeldes. Exemplos disso foram os assassinatos brutais de Tibério e Caio Graco, na República Romana, e do próprio Júlio César, massacrado pela nobreza.

Na Era Moderna, os exemplos de decapitação de líderes também são profícuos. O rei Luís XVI, sua consorte Maria Antonieta, na França, e Carlos I, na Inglaterra, foram decapitados em contextos revolucionários. A rainha Ana Bolena foi decapitada a mando de Henrique VIII para atender a interesses pessoais e políticos.

Robespierre e Danton sucumbiram às tramas da própria Revolução e enfrentaram a guilhotina. Os bolcheviques mandaram fuzilar a família Romanov em 1917. Zumbi dos Palmares e Lampião são exemplos nativos que mostram que o Brasil não foge à regra.

Embora a tese da decapitação da........

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