Neymar, o diamante que decidiu tornar-se soldado para o último Mundial
Neymar não joga pela seleção do Brasil desde outubro de 2023, mas conseguiu convencer Carlo Ancelotti a levá-lo ao seu quarto Mundial. Na presente época, o ex-craque de Barcelona, PSG e Al Hilal soma vários golos e assistências pelo seu clube de infância, o Santos. Continua a ser um jogador tecnicamente diferenciado, daqueles que o futebol mundial produz muito raramente. O talento nunca esteve em causa. O problema tem sido o resto: ritmo competitivo, a intensidade e, sobretudo, o historial clínico.
O assunto dividiu o país nos últimos dias. Ídolos do futebol brasileiro, como Romário e Ronaldinho Gaúcho, e protagonistas da atual seleção já tinham defendido publicamente a presença de Neymar contra outra metade do país. Mas a decisão está tomada. O nome Neymar foi dito em alto e bom som no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, e o atleta está oficialmente convocado para o Mundial-2026. O maior aplauso da noite num evento com muitas novidades anunciadas, antes da convocatória.
Este caminho até aqui, como todos sabem, não foi fácil. Segundo dados do site Transfermarkt, Neymar tem mais de 1500 dias de ausência por lesão, o que equivale a mais de quatro anos sem contribuir em campo. São mais de 250 jogos oficiais perdidos. Dá a ideia para quem segue de perto a carreira do jogador que podia ter feito bem mais pelas suas equipas. O compromisso podia ter sido diferente, mas o jogador canarinho foi muitas vezes o saco de boxe das equipas adversárias.
Durante o Mundial de 2014, sofreu uma das lesões mais marcantes da sua carreira. Num lance com o jogador colombiano Juan Camilo Zúñiga, o avançado brasileiro sofreu uma fratura no processo transverso da terceira vértebra lombar. Os exames de tomografia computorizada confirmaram a gravidade da........
