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Grandes penalidades falhadas: o que a ciência nos ensina sobre a pressão

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Os desempates por grandes penalidades são dos momentos mais emocionantes e intensos de um Mundial. A investigação científica mostra que estes momentos podem ensinar-nos muito sobre a forma como lidamos com a pressão e como podemos gerir melhor situações de elevado stress.

Marcar uma grande penalidade num desempate após prolongamento, ou noutro momento crucial do jogo, exige que o jogador execute um gesto técnico simples sob uma enorme pressão. A baliza começa a ficar cada vez mais pequena e o resultado depende apenas de marcar ou falhar, sendo que cada remate pode decidir o vencedor do jogo. É tão simples quanto isto, mas por outro lado também tem muita complexidade à volta do que parece ser básico. Além disso, a importância do momento e a existência de inúmeras gravações em vídeo fazem dos penáltis um excelente contexto para estudar o comportamento humano em situações de elevada tensão.

Os conhecimentos obtidos através da análise destes momentos podem ser aplicados a outras circunstâncias do quotidiano, como realizar um exame importante, participar numa entrevista de emprego ou enfrentar qualquer desafio que implique grande responsabilidade.

A investigação sobre as grandes penalidades começou no início dos anos 2000, por Geir Jordet. Nos torneios a eliminar, como acontece nas fases finais do Campeonato do Mundo, as grandes penalidades são utilizadas para decidir o vencedor quando o empate se mantém após o prolongamento. Para o estudo que efetuou foram analisados registos disponíveis na Internet, vídeos de jogos e entrevistas realizadas a jogadores e treinadores. Os resultados desta investigação foram utilizados para ajudar equipas de futebol a prepararem-se........

© A Bola