O futebol português deve enterrar o machado de guerra
Houve um tempo, já distante, em que ser campeão nacional era o objetivo único e último de uma época desportiva. Ganhar significava conquistar um título, entrar para a história e proporcionar aos adeptos a alegria de serem os melhores.
Com o crescimento exponencial das receitas da Liga dos Campeões e a dependência financeira que os clubes rapidamente desenvolveram dessas verbas, ser campeão passou também a significar arrecadar dezenas de milhões de euros.
Num futebol excessivamente dependente das receitas provenientes da venda de jogadores e das competições da UEFA, não ser campeão deixou de representar apenas uma derrota desportiva.
O adversário deixou de ser apenas um concorrente desportivo e passou a ser encarado como uma ameaça à própria sobrevivência económica.
Foi assim que a rivalidade se transformou em hostilidade e a competição deu lugar a um estado de guerrilha permanente, que há demasiado tempo carateriza o futebol português.
Mas Portugal prepara-se para ser um dos três países anfitriões do Mundial de 2030.
Uma oportunidade histórica para mostrar ao mundo a nossa cultura, afirmar a capacidade de organização do país e promover um turismo de maior qualidade, capaz de atrair visitantes com maior poder de compra.
Uma oportunidade que não podemos desperdiçar e que, provavelmente, não voltaremos a ter até ao final deste século.
O futebol........
