Os limites (in)visíveis do Dragão
Há coisas que escrevemos com a convicção de quem acredita estar a tocar numa verdade quase imutável. No dia 15 de janeiro, nesta mesma coluna, a propósito do clássico entre FC Porto e Benfica para a Taça de Portugal (1-0), sublinhei que, no Estádio do Dragão, não se joga apenas futebol — sobrevive-se para vencer. Que ali cada duelo é físico e mental, cada bola dividida pesa mais do que o mais elaborado dos esquemas táticos desenhados no quadro.
Disse-o certo de que não era uma impressão circunstancial. Era, e é, uma ideia sustentada por décadas de história do nosso futebol: no Dragão, como antes nas Antas, a equipa da casa construiu uma identidade de combate, de resistência, de intensidade levada ao limite.........
