Sporting e Rui Borges: a anatomia de um fracasso
Pela experiência de quem vem de dois títulos consecutivos, ninguém imaginaria que o Sporting sofresse tamanha erosão nestes momentos finais.
Rui Borges ou os jogadores, ou mesmo todos juntos, equilibraram praticamente a decisão de toda a temporada em dois momentos, próximos entre si, depois de não terem conseguido ultrapassar a derrota no primeiro clássico com o FC Porto.
Nessa primeira fase, não só não tinham conseguido devolver o golpe que lhes tinha sido infligido por uma equipa a consolidar processos criados, como, num contexto de Liga pouco ameaçadora para os grandes como é a portuguesa, a vantagem pontual continuava confortável.
Não se furou a matemática nem a percepção. O favorito mudara de lado. Apesar dos fantasmas de Farioli pela passagem por Amesterdão, era a sua squadra, construída praticamente do zero — rapidamente, mas de forma estruturada, com várias fases e objetivos —, que parecia a mais forte. Mesmo diante de um bicampeão, que apenas tinha perdido a referência no ataque.
Com os portistas em velocidade de cruzeiro, os leões mantiveram passo firme e distâncias, à espera do erro alheio, porém a exigência iria obrigá-los a esforço considerável. O Sporting acreditou que podia mesmo chegar às meias-finais da Liga dos Campeões e não guardou uma gota de suor no corpo. O embate com o Arsenal, em Londres, iria, dessa forma, quebrar-lhes as pernas. No entanto, seria o dérbi com o Benfica, decidido no último fôlego depois de uma oportunidade desperdiçada, a........
