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A bola, la reina outra vez

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24.07.2026

Se para muitos o Campeonato do Mundo já é passado, para outros é altura de analisar o que realmente aconteceu nos States, México e Canadá. À primeira vista, o torneio não trouxe grandes novidades. Se nos anos 80 e 90 era na montra da grande competição que estas surpreendiam e influenciavam o resto do planeta, hoje o grau de informação é tão grande que passou a ser o Mundial aquele que reflete o que se passa no dia a dia e não o contrário. Não houve revoluções, porém reforçaram-se tendências.

A Espanha sagrou-se campeã 16 anos depois da festa na África do Sul, levando a bola a sentar-se novamente no trono. Com raízes no modelo que dominou o futebol de 2008 a 2012, inspirado no Barcelona de Guardiola e de La Masia, e com a verticalidade acrescentada por Luis de la Fuente que já tinha conquistado o Europeu, La Roja mostrou-se compacta e muito difícil de ultrapassar. Não só atacou de forma organizada, como se posicionou para reagir rapidamente quando perdia a bola, recuperando-a quatro ou cinco segundos depois. A sua rest defence esteve apurada e, como tal, foram poucas as jogadas que realmente chegaram perto da sua baliza, de onde Unai Simón também saía com coragem para controlar a profundidade, tornando-se o líbero ideal da linha defensiva subida.

A Argentina foi ainda mais paciente na posse e o bloco por vezes também baixou um pouco mais, sobretudo em situações de vantagem no marcador. Nem sempre conseguiu criar transições letais, já que, com um Messi envelhecido e Julián Álvarez e Lautaro Martínez a ter de recuperar a forma durante a competição, lhe faltou........

© A Bola