Os líderes de que o futebol precisa hoje
O futebol mudou. Mudaram os ritmos, os contextos, a forma como se comunica, a exposição mediática, a pressão competitiva e até a maneira como as pessoas vivem emocionalmente o jogo. Mas talvez a maior transformação tenha acontecido naquilo que hoje se exige a quem lidera.
Durante muitos anos, o futebol valorizou sobretudo lideranças associadas à autoridade, ao controlo e à imposição. O líder era frequentemente visto como alguém distante, duro, pouco acessível emocionalmente e capaz de decidir sozinho. Em muitos contextos, acreditava-se que liderar significava demonstrar poder permanente, criar barreiras e manter uma relação baseada essencialmente na hierarquia.
Mas o futebol atual é muito diferente daquele que existia há vinte ou trinta anos. Tornou-se mais rápido, mais complexo, mais exposto e muito mais exigente em termos humanos. Hoje, um treinador, um diretor desportivo ou qualquer elemento com responsabilidade de liderança já não gere apenas rendimento competitivo. Gere emoções, expectativas, comunicação, egos, pressão externa e relações humanas extremamente delicadas.
E isso obriga inevitavelmente ao aparecimento de uma nova geração de líderes.
Líderes mais preparados para comunicar, mais conscientes da importância da inteligência emocional, mais disponíveis para escutar e mais capazes de compreender que o rendimento de uma equipa está profundamente ligado ao ambiente que se cria dentro de uma estrutura.
Isto não significa que a exigência tenha desaparecido. Pelo contrário. O futebol de alto rendimento continua a exigir disciplina, compromisso, responsabilidade e capacidade de decisão. Mas a forma de chegar aos jogadores mudou profundamente.
Hoje, o respeito já não se conquista apenas através da autoridade do........
