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A minha experiência, jogadores, competição e Costa do Marfim

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19.01.2026

Quando o mister José Peseiro me ligou a convidar para o acompanhar como treinador adjunto principal da Seleção da Nigéria, pedi-lhe um dia para pensar. Não por hesitação, mas por respeito. Nessa altura, tinha acabado de fazer subir a União de Santarém à 3.ª Liga (curiosamente o ultimo a te-lo conseguido foi precisamente o José Peseiro a mais de 30 anos), estava focado no meu caminho como treinador principal e totalmente comprometido com esse projeto. Ainda assim, do outro lado estava um desafio raro: integrar uma seleção icónica, num contexto de exigência máxima, ao lado de um treinador que cresci a respeitar e a admirar.

No dia seguinte, liguei-lhe de volta e fiz-lhe apenas uma pergunta:

Qual é o seu objetivo pessoal?

A resposta foi direta e sem rodeios: fazer história na Nigéria e vencer a CAN.

A partir desse momento, não houve mais dúvidas. Se o objetivo era vencer, eu estava dentro. Sempre gostei de desafios amplos, de contextos exigentes e de missões onde o risco é proporcional à ambição. Assim começou a minha experiência como selecionador adjunto da Nigéria.

A CAN revelou-se uma competição dura, intensa e profundamente formadora. Trabalhar com jogadores de elite mundial, muitos deles com histórias de vida marcadas pela superação, confirmou-me que o futebol de seleções é tanto humano quanto tático. O nosso maior desafio não foi apenas o modelo de jogo, mas a construção de um ambiente de confiança, responsabilidade e exigência emocional constante. O tempo é curto, os jogos acumulam-se e o erro não perdoa.

A competição é implacável. Não há jogos fáceis. Mesmo........

© A Bola