Dizem por aí... Que o pastel de nata conquistou o mundo
Éramos 12. Dez tinham vindo dos Estados Unidos, de estados como Michigan, Virgínia e Nova Iorque. Havia ainda uma brasileira de Minas Gerais. A décima segunda era eu, a única portuguesa. Estávamos em Lisboa para aprender a fazer aquele que é o doce português mais internacional.
Olhei à minha volta e pensei que aquela sala era, por si só, uma boa notícia. Ao longo dos últimos anos, encontrei pastéis de nata em aeroportos europeus, em montras de Sydney, nas ruas de Xangai, no Rio de Janeiro e até em Doha. Poucos doces portugueses viajaram tão longe. Em muitos lugares chamam-lhe portuguese custard tart; noutros, simplesmente pastel de nata. O nome pode mudar, mas a origem continua lá: Portugal.
A aula começou. A professora apresentou-se como “metade alemã, metade portuguesa”. Registei o detalhe sem lhe dar importância. Só mais tarde percebi: o que me tinha surpreendido não era a sua identidade, mas aquilo que faltou.........
