O advogado do Diabo
(Faço um já quase tradicional disclaimer: sou advogada de barra, indo aos tribunais quase todas as semanas mas faço muito esporadicamente Direito Penal. Isso não me impede de reconhecer que as condições que aqui descrevo escalam quando se trata deste ramo do Direito, tal como suponho que suceda em Direito da Família).
O título que dá início a estas linhas é retirado de um filme de suspense, datado de 1997, com Al Pacino, Keanu Reeves e Charlize Theron nos principais papeis.
É usual referir-se que um dos pilares, se não mesmo o mais relevante pilar, do Estado de Direito Democrático é a Justiça. Ora, o que a maior parte dos portugueses seguramente desconhece é que a Justiça portuguesa anda, há muito, entre a comédia e o thriller, não chegando, apesar de tudo ao ponto, de ser o espetáculo televisivo que muitos querem dela fazer.
Onde a senhora ministra da Justiça, aliás advogada de profissão, fala de modernização, o que existe é bolor e água em salas de julgamento e secretarias, falhas constantes nas aplicações em que nos obrigam a trabalhar e no........
