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Fiesta- O Sol nasce sempre

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17.02.2026

“O homem nunca deve se pôr em posição de perder o que não pode se dar ao luxo de perder”Ernest Hemingway

A obra que dá origem a estas linhas retrata uma designada geração perdida, errante e errática, melancólica no pós-guerra, através da qual Hemingway nos conduz por Paris e Espanha.

O título que escolheu e eu aqui reproduzido é, portanto, um anacronismo face ao que ali se narra, entre o vazio existencial e touradas de morte, com muito álcool à mistura. Naquelas páginas, o Sol vai nascendo mas, por mais diversão que se procure, os dias correm devagar, como nos relógios moles de Dali, sem nada que os distinga verdadeiramente uns dos outros.

Já nestas linhas, o mesmo título é a expressão do desejo de que, no pós-tempestades, no rasto de destruição deixado, todos juntos – mas obviamente as suas vítimas em especial – consigamos encarar cada raio de sol com a esperança de que tudo, excepto a humanidade e a dignidade, se reconstroem, com maior ou menor facilidade. Apenas essas, uma vez perdidas, se revelam praticamente irreparáveis.

Quanto ao demais, com mais ou menos ajuda de um Estado que tarda em servir os seus reais propósitos e que mais não são do que assegurar a componente social, os portugueses conseguirão........

© Visão