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O maior hacker não está no computador, está na nossa cabeça

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14.04.2026

No início do mês, li uma notícia acerca de um idoso que foi sistematicamente enganado por um burlão… tocou-me especialmente a solidão a que votámos os mais velhos, mas também a falta de literacia digital que nos atinge a todos. Quando se fala de ciberataques, a imagem mais comum continua a ser a do hacker isolado, encapuçado, rodeado de ecrãs e com capacidades quase “mágicas”. No imaginário coletivo, trata-se de alguém tecnicamente brilhante, mas socialmente distante, capaz de ultrapassar todas as proteções e atacar qualquer sistema informático.

É provável que tenhamos sido formatados por Hollywood e por filmes em que um hacker “dos bons ou dos maus” digita com a rapidez de um datilógrafo da década de 80 comandos atrás de comandos, preferencialmente num ecrã preto com letras verdes fluorescentes. Podemos dizer que essa imagem está sobrevalorizada. Hoje, como ontem, a fraqueza, ou seja, a vulnerabilidade mais explorada continua a ser humana e não técnica.

Muitos dos ataques mais eficazes não são, portanto, obra de um génio adolescente, fechado numa cave, com borbulhas no rosto, a “hackear” apenas pela notoriedade, nem de cibercriminosos altamente sofisticados. Um exemplo simples é a conhecida fraude........

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