A política dos dois critérios. Opinião de Gonçalo Ribeiro Telles
Há pouco menos de quatro anos, Luís Montenegro, o Chega, a Iniciativa Liberal, o Bloco de Esquerda e grande parte da comunicação social condenavam os anteriores governos duramente e sem freios por variadíssimas razões: Portugal crescia bem menos do que podia, o executivo havia respondido mal à crise inflacionista, a educação estava estagnada, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) pós-Covid e em linha com os melhores da Europa nesse contexto era apelidado pelo atual primeiro-ministro, Luís Montenegro, de um pandemónio ou um caos constante. E os desígnios de crescimento económico, da melhoria da qualidade de vida e da redução da dívida pública não valiam, para eles, como estratégia digna desse nome para o País.
Em suma, a oposição e o espaço público já não aguentavam António Costa e os “casos e casinhos” dos seus ministros.
Vaticinava-se que muita coisa se resolveria rapidamente, porque, ao contrário de grande parte das legislaturas nas últimas........
