Prémio Laranja Amarga para o regresso da tempestade de propaganda
Passou um mês sobre a previamente anunciada pelo IPMA tempestade Kristin, que para o Governo não justificou a declaração prévia da Situação de Alerta, com Montenegro a levar mais de 24 horas a reconhecer a Situação de Calamidade e em que se continua a misturar apoios limitados às vítimas dos danos com muita propaganda e autoelogio.
A marca do dia foi a degradação da imagem do Governo com a reaparição de Leitão Amaro, provavelmente vindo da invisibilidade do estúdio de gravação de vídeos de enaltecimento da imagem virtual da resposta à crise, dando a ideia de que ao fim de um mês tudo pode voltar ao habitual, apesar do desastre da resposta às tempestades, da derrota de Montenegro nas eleições presidenciais e da reaparição de Passos Coelho a disputar a liderança da oposição a André Ventura e José Luís Carneiro.
Ao fim de um mês continuamos com centenas de desalojados, muitas empresas paradas, milhares de casas por reconstruir, muitas localidades sem estradas e danos elevados na agricultura. A resposta a tudo isto é uma mistura ousada de serviços mínimos, com muita confusão e bastante propaganda.
Temos agora o caos instalado com pelo menos três regimes diferentes de apoio à recuperação dos prejuízos.
Em primeiro lugar temos o modelo dos 2,5 mil milhões de apoios determinados no Conselho de Ministros de 1 de fevereiro, e aplicável apenas nos municípios, primeiro 59, uma semana depois 68 e ao fim de um mês 90, abrangidos pela declaração de Estado de Calamidade.
Temos, em segundo lugar, o regime de apoios pontuais a........
