Prémio Laranja Amarga para a ausência em parte incerta da ministra da Justiça
Completaram-se ontem dois anos e meio sobre a mais espetacular operação político-judicial em democracia em que a atuação concomitante da então Procuradora-Geral da República e de um irrequieto Presidente da República levaram à queda de um Governo de maioria absoluta que deveria exercer funções até outubro de 2026.
Desde então pouco se soube sobre o desenvolvimento do urgente inquérito que levou a estrepitosas detenções com base em indícios que foram considerados sem fundamento pelo juiz de instrução criminal. Também nada se sabe sobre o inquérito paralelo referido no famoso comunicado que terá como visado o então primeiro-ministro e atual Presidente do Conselho Europeu, que teve muita dificuldade em ser ouvido pelo Ministério Público e não foi constituído como arguido.
Alguns dos arguidos, apesar de terem sido escutados durante anos, como o antigo ministro João Galamba, parece que jamais foram ouvidos formalmente no âmbito do processo. Entretanto, os ministros de Luís Montenegro, na falta de obra própria para mostrar, já foram a Sines celebrar a importância para a economia nacional do investimento estrangeiro no famoso Data Center que foi o pretexto para a queda do Governo anterior.
Os visados não têm acesso ao processo, mas a TVI terá acedido a 20 mil páginas para utilização jornalística devidamente “editada”, sem qualquer escândalo público, sem qualquer ação ou sequer um comunicado do MP perante mais uma gigantesca violação do segredo de Justiça e sem uma palavra da ministra Rita Júdice que já se esqueceu de quando disse que o PGR deveria “pôr ordem na casa”.
Em janeiro de 2024 foi........
