O paradoxo da hiperconexão: mais virtual, menos presença física
“A única coisa que muda é a velocidade com que as coisas mudam”. Daniel Sánchez
Há alguns anos, acreditávamos que o futuro nos tornaria inevitavelmente mais livres e mais conscientes. A tecnologia prometia libertar-nos do peso do quotidiano, aproximar pessoas, democratizar conhecimento e ampliar possibilidades. Em muitos aspetos, conseguiu: nunca tivemos tanta informação disponível, tantas formas de comunicação ou tanta facilidade em aceder ao mundo global. Mas, talvez, a pergunta mais desconfortável e inquietante seja outra: será que progredimos mesmo assim tanto?
O ser humano gosta de acreditar que progresso tecnológico é sinónimo de progresso humano, como se cada inovação viesse automaticamente acompanhada de uma realidade essencial e indispensável, de maturidade emocional ou maior consciência individual e coletiva. Mas basta observar ao nosso redor para perceber que........
