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A responsabilidade na guerra híbrida

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13.03.2026

No plano internacional, um dos maiores desafios da era digital não é apenas tecnológico. É jurídico e moral.Estabelecer critérios claros de responsabilização no ciberespaço tornou-se uma das tarefas mais complexas do século XXI.

À medida que as interações humanas, institucionais e económicas se transpõem para o ambiente digital, o ciberespaço adquiriu uma nova dimensão estratégica. Tal como a terra, o mar, o ar ou o espaço, a esfera digital converteu-se num domínio onde se projetam interesses geopolíticos, se disputam narrativas e se conduzem operações hostis.

A segurança digital deixou, por isso, de ser apenas uma questão técnica: tornou-se uma questão de soberania. Proteger infraestruturas digitais, dados e sistemas de comunicação passou a integrar o núcleo das responsabilidades do Estado, tal como a defesa do território ou do espaço marítimo.

É neste enquadramento que se insere a lógica da chamada guerra híbrida, um modelo de conflito que combina instrumentos militares tradicionais com ciberataques e campanhas de desinformação. 

Para além disso, o conflito deixa de estar circunscrito ao campo de batalha convencional e infiltra-se progressivamente no quotidiano das sociedades civis. A distinção entre paz e guerra torna-se gradual, ambígua e, muitas vezes, impercetível.

Neste novo contexto........

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