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A elaboração da pauta de sessão plenária do STF (Supremo Tribunal Federal) é da competência exclusiva do seu presidente.
No momento, o presidente é o ministro Edson Fachin. Na sua sucessão, em 2027, poderá assumir, caso sobreviva, Alexandre de Moraes, atual vice-presidente.
Diante de suspeitas diversas e promiscuidades, o ministro Fachin marcou a sessão do tribunal pleno para amanhã, dia 15.
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Ao perceber que estava sendo pressionado por três dos seus pares, Fachin não caiu na esparrela de relacionar na pauta temas múltiplos. Nem vários suspeitos — dentre eles, o próprio Moraes, André Mendonça, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques.
Fachin seria esmagado pelo tumulto caso preparasse pauta belicosa, com muitos temas e envolvidos em desvios ético-criminais. No final da sessão plena, certamente, sairia com as mãos abanando, sem nada a mostrar à sociedade civil indignada.
Assim, Fachin marcou pauta única. Só será examinada a representação contra Alexandre de Moraes. Em outras palavras, será deliberado sobre a abertura ou não de investigação criminal contra Moraes.
Em outra data, 25 do mesmo mês, será analisada a representação de Moraes contra Mendonça, para o mesmo fim de investigação.
Como sabido, o ministro André Mendonça, de toga de coloração filo-bolsonarista — a ponto de esconder, desde julho, que estava em curso investigação do suspeito Flávio Bolsonaro —, representou contra o ministro Alexandre de Moraes.
Cauteloso, Mendonça viu, em tese, crimes. Quem vê crimes não pode prevaricar.
Por abraçar a chamada doutrina macarthista do advogado americano Roy Cohn, o ministro Moraes partiu para o ataque, ao invés de se defender. Assim, representou, em revide, contra Mendonça. Também percebeu, em tese, a existência de crimes do colega de Supremo, embora fundado num relatório de inteligência sem nenhum valor como prova.
Firme na doutrina Cohn, muito utilizada pelo presidente americano Donald Trump, Moraes nunca admitiu erros e nem reconheceu ter perdido no jogo do poder, apesar do........
