Com supremo escândalo à vista, Toffoli deveria se licenciar do STF
Depois da notícia levada hoje pela Polícia Federal ao presidente Edson Fachin, do STF, de conversas telefônicas mantidas entre o ministro Dias Toffoli e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o leigo, atônito, lembrará de Carlos Drummond: "E agora José? A festa acabou". O José é, mais especificamente, o ministro José Antonio Dias Toffoli.
Vorcaro, pelos indicativos com lastro da suficiência, é um pluricriminoso. Construiu uma rede criminal, ou seja, teve associados na empreitada delinquencial. Sob o prisma estritamente jurídico, nos crimes perpetrados teve coautores, corresponsáveis. Não agiu sozinho.
Como diz o Código Penal logo em seu começo, no artigo 29: "Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida da sua culpabilidade".
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O comportamento de Toffoli na condução do inquérito policial sobre o chamado caso Master mostrou parcialidade, interesse —basta ter olhos de ver e vontade de perceber.
Frise-se: além do escancarado impedimento decorrente dos parentes, causa proibitiva expressa na legislação processual penal, o ministro Toffoli negou que tivesse qualquer proximidade mais íntima com Vorcaro. Nesse particular, está desmentido........
