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Procura-se um ídolo

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20.05.2026

Uma pessoa que se torna referência funciona como uma espécie de organizador do desejo e do comportamento coletivo. Ela transforma valores complexos e pouco palpáveis em uma figura concreta. Podemos até chamar os ídolos de atalho simbólico. Eles dão um rosto para abstrações como a coragem, a determinação e a ousadia. E isso é o feijão com arroz da publicidade. Quando uma marca se associa a alguém, ela está dizendo que ambas se parecem naquilo que são, no que acreditam e no que fazem.

É bem possível que, para explicar em qual tipo de sociedade nós acreditamos, você e eu precisemos de uma hora e meia de escuta atenta de quem está na nossa frente. É uma tarefa simples, mas isso não quer dizer que seja fácil. O atalho para contar a mesma coisa ao mundo é pintar sete letras numa camiseta e sair por aí: Mandela. Pronto, metade do caminho andado. As pessoas sabem, no mínimo, qual é o seu ponto de partida em termos de crenças e valores. Ou, ao ser questionado sobre quais são suas inspirações, você responde Sueli Carneiro e tantas outras intelectuais. Citando uma a uma, por nome.

Nossas referências, e para simplificar aqui, nossos ídolos, não estão neste lugar só porque foram o que gostaríamos de ter sido ou fizeram o que queríamos ter feito. Ocupam este lugar porque expressam valores que compartilhamos. Se você gosta de ler biografias, vai perceber que se sente mais encorajado depois de conhecer o........

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