Empresário tentou fundar seu próprio país 10 vezes (e fracassou em todas)
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23º39'S, 178º53'OAtóis MinervaTongatapu, Tonga
Moses Stulzoft Olitzki morreu em 2024 com outro nome e a fama de empresário visionário e sonhador. Mas, antes de tudo, ele foi um sobrevivente.
Nasceu em Kaunas, Lituânia, em 1928. Escapou dos massacres a judeus em sua cidade natal e dos campos de concentração nazistas na Polônia.
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O Holocausto já havia ceifado seus pais e quatro irmãos quando a sorte parecia ter ido embora, em 1945. O jovem Moses estava em uma marcha da morte para o campo de Dachau, até que foi salvo por soldados americanos.
Passou dois anos em um campo de refugiados, e em 1947 emigrou para os Estados Unidos. Lá, nasceu de novo.
Passou a se chamar Michael Oliver e se assentou em Carson, Nevada. Enriqueceu com uma série de empreendimentos, entre eles negócios imobiliários durante a primeira explosão dos cassinos de Las Vegas.
Nos anos 1960, Oliver não era mais um sobrevivente da guerra, mas um empresário preocupado com os rumos políticos. Ele via o perigo de uma suposta ascensão do totalitarismo no país, com todas as revoltas e manifestações sociais que tomaram a década.
Libertários do mundo, uni-vos
Em 1968, Oliver publicou um manifesto de nome ousado: "Uma Nova Constituição para um Novo País". No texto, propôs a criação de uma nação idílica totalmente livre daquilo que ele via como burocracias governamentais e amarras do Estado de bem-estar social, que sufocavam o espírito empreendedor e o livre mercado.
O livro, autopublicado e divulgado no boca a boca, foi um sucesso. Uma segunda edição saiu no mesmo ano, revistas libertárias divulgavam suas ideias e Oliver virou uma voz com certa influência no meio.
As propostas do manifesto ganharam ouvidos atentos porque havia uma parcela da sociedade insatisfeita com o tamanho dos aparatos estatais e das cargas tributárias. Mas não foi só isso. O mapa do mundo estava mudando, ficando salpicado de novos territórios, então falar em "novo país" ganhava um sentido mais palpável.
O pós-guerra foi uma grande era de descolonização. O número de membros das Nações Unidas saltou de 51, em 1945, para 126, em 1968.
Com tantos novos países independentes na África, na Ásia, na Oceania e no Caribe, não seria muito difícil encontrar um jovem e frágil governo disposto a negociar.........
