Apesar de Trump, Cuba não será uma Venezuela
Historiadora e jornalista especializada em América Latina, foi correspondente da Folha em Londres e em Buenos Aires, onde vive
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"Cuba vai falir muito rápido." A frase de Donald Trump recoloca a ilha no centro do radar político de Washington. Sugere a possibilidade de que o presidente tente aplicar a Cuba a mesma lógica de pressão econômica e política que aplicou à Venezuela.
A pergunta que se impõe é se esse método pode ser transplantado para a realidade cubana.
Para entender por que Cuba volta ao foco agora é preciso partir da situação concreta da ilha. A economia cubana atravessa uma crise profunda, marcada por apagões recorrentes, queda da produção, escassez de alimentos e migração em massa.
A vulnerabilidade energética é central nesse quadro. Cuba sempre dependeu de petróleo externo e durante anos contou com o fornecimento venezuelano. A deterioração estrutural da indústria petrolífera da Venezuela reduziu drasticamente esse apoio. O efeito é direto: sem combustível........
