Como os torneios ainda não entenderam o 'Efeito Fonseca'
Durante a madrugada, circulando por posts de jornalistas que gosto e acompanho, parei no texto da Cheryl Murray, que escreve para o site The Grandstand. Seu título destacava mais ou menos o que destaco aqui: "Torneios ainda não abraçaram/aceitaram devidamente o Efeito Fonseca". E concordei muito com o que ela escreveu, sobretudo porque não é o texto de um brasileiro apaixonado e tendencioso (e somos muitos, tão apaixonados quanto tendenciosos com nossos ídolos).
De forma resumida, o que Cheryl argumenta é que Fonseca, apesar de ser apenas o número 32 do mundo, atrai um público muito maior que um tenista "normal" dessa faixa de ranking. A jornalista cita como o carioca foi escalado para a secundária Grandstand no Miami Open do ano passado e que o mesmo aconteceu no US Open, onde João jogou na grandstand (lotada, com 8 mil pessoas) em vez de em um dos estádios principais e com mais assentos.
E agora, no Australian Open, Fonseca vai jogar na 1573 Arena, que é apenas a quinta maior de Melbourne Park, com capacidade para 3 mil pessoas. Seu jogo contra o americano Eliot Spizzirri é o segundo dia e deve começar por volta das 23h (de Brasília) desta segunda-feira.
José Paulo Kupfer
Haddad........
