Trump completa primeiro ano de desmonte da democracia nos EUA
Donald Trump completa hoje seu primeiro ano de mandato deixando para trás algo maior do que um rastro de crises políticas, brigas institucionais e declarações grotescas. O que se vê é um projeto consistente de corrosão da democracia norte-americana — feito com canetadas, ameaças, mentiras à exaustão, normalização do autoritarismo como espetáculo cotidiano, mas, também com tropas e agentes nas ruas que atiram para matar.
Sempre houve muita hipocrisia e disfuncionalidade no que os Estados Unidos chamam de democracia. Mas Trump não está sendo apenas transparente, ele colocou o poder executivo dentro de uma lógica imperial, sem freios e contrapesos.
Desde 20 de janeiro do ano passado, o presidente empoderou uma agência de imigração que agride e mata caçando migrantes e cidadãos norte-americanos; utilizou tropas em território nacional em cidades que não eram simpáticas a ele sob a justificativa de manter a ordem; atacou universidades com pensamento crítico e cancelou vistos de estudantes por motivos ideológicos; desmantelou órgãos governamentais que atendiam a população mais vulnerável e demitiu servidores públicos em troca de uma economia irrisória; bombardeou a Venezuela e sequestrou o seu ditador em busca das reservas de petróleo; impôs tarifas contra o mundo gerando problemas para a inflação da classe trabalhadora; tentou esconder arquivos sobre seu amigo e criminoso sexual Jeffrrey Epstein; retirou os Estados Unidos de órgãos e tratados multilaterais, como a Organização Mundial da Saúde (fundamental para o combate às pandemias) e o Acordo de Paris (esperança para mitigar as mudanças climáticas); restringiu o direito de mulheres e de minorias, como a população LGBTQIA ; rasgou a proteção ambiental sob a justificativa de acelerar a exploração de petróleo e gás, interrompendo o apoio a projetos de energia limpa; ameaça invadir e anexar a Groenlândia e entrar em guerra com a........
