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Investe em CDB? Risco pode aumentar com bancos BRB e Digimais na berlinda

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03.04.2026

Investe em CDB? Risco pode aumentar com bancos BRB e Digimais na berlinda

Parece que o "novo normal" é aparecer, frequentemente, notícia de mais uma instituição financeira ou empresa liquidada pelo Banco Central.

Desde novembro, a autoridade monetária já determinou o encerramento das atividades do Banco Master, da Letsbank, do Will Bank e do Banco Pleno, além da empresa de pagamentos Entrepay. Todas essas companhias tinham ligação com o Banco Master.

Agora, notícias dão conta de que os bancos BRB, que pertence ao governo do Distrito Federal, e Digimais, do bispo Edir Macedo, estão por um fio.

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Nesse contexto, se você possui CDB, LCA, LCI ou outro título emitido por uma instituição financeira pequena ou média, é normal que se pergunte: será que esses papéis ainda são seguros?

O que está acontecendo?

O BRB ficou em uma situação complicadíssima depois de comprar R$ 12,2 bilhões em ativos fraudulentos do Banco Master. O pior é que o Banco de Brasília não divulgou o balanço de 2025, o que deveria ter ocorrido até 31 de março. Assim, não se sabe o tamanho do rombo.

A instituição financeira agora busca formas de levantar capital, mas a governadora do DF, Celina Leão (PP), chegou a pedir ajuda ao governo federal, segundo reportagem da Folha de S.Paulo.

Já o caso do Digimais, ao que se sabe até agora, não está ligado ao Master. De acordo com reportagem da revista Piauí, o patrimônio líquido do banco está negativo em cerca de R$ 8,5 bilhões, devido a operações possivelmente fraudulentas.

Quem salva o seu CDB?

O FGC (Fundo Garantidor de Crédito) é a entidade responsável por ressarcir os investidores, até o limite de R$ 250 mil por pessoa, quando uma instituição financeira quebra ou é liquidada.

Antes da quebra do Master, o FGC possuía R$ 158 bilhões disponíveis. O ressarcimento dos clientes das instituições liquidadas tende a custar em torno de R$ 50 bilhões. Restariam, dessa forma, pouco mais de R$ 100 bilhões para o caso de outros bancos serem forçados a encerrar suas atividades.

O BRB possuía, em setembro (dado mais recente), R$ 52 bilhões em depósitos de clientes, entre depósitos à vista, a prazo e poupança. Além disso, tinha compromissos de R$ 11,6 bilhões em LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e de R$ 977 milhões em LCA (Letras de Crédito do Agronegócio).

Não quer dizer que esse seria o custo do Fundo em caso de liquidação, pois quaisquer valores que superem o limite de R$ 250 mil por pessoa não dão direito a ressarcimento. Se pensarmos em uma situação extrema, em que 80% do valor acabasse sendo coberto pelo FGC, teríamos um custo aproximado de R$ 51,7 bilhões ao fundo.

No caso do banco Digimais, o custo seria bem menor, mas não desprezível. A instituição possuía R$ 8,2 bilhões em depósitos de clientes (à vista e a prazo) em setembro. Considerando também um caso em que 80% do valor tenha que ser ressarcido, o custo do FGC ficaria em R$ 6,6 bilhões.

Ou seja, em um cenário pessimista, em que o BRB e o Digimais fossem liquidados nessas condições, o FGC acabaria consumindo 68% do seu caixa em cerca de seis meses, considerando o período desde novembro, com a liquidação do Master. Sobrariam R$ 50 bilhões.

O que acontece se o FGC não der conta?

Hoje com pouco mais de R$ 100 bilhões, o FGC aguenta a quebra de mais dois bancos do porte do Master. E só.

Entenda como as mudanças no mercado e na economia afetam o seu bolso. Toda quinta

Como eu disse, não se sabe o tamanho do custo de um eventual fechamento do BRB. Dei um exemplo pessimista de R$ 52 bilhões.

Nesse caso, se o FGC ficar sem dinheiro, quem vai ressarcir os investidores em caso de novas liquidações?

O mais provável, a meu ver, é que, nesse tipo de situação, o governo acabe intervindo para não gerar uma crise de liquidez e de credibilidade que contamine todos os bancos pequenos e médios. Mas não se sabe quais seriam as condições dessa ajuda, prazos de ressarcimento, limite etc.

Portanto, se você está pensando em investir em CDB, LCA, LCI ou qualquer título de bancos pequenos ou médios, considere que, a cada nova instituição liquidada pelo BC, o risco de calote aumenta.

Além disso, reforço algo que costumo dizer nesta coluna: não invista em títulos de bancos pequenos ou médios mais do que o limite garantido pelo FGC, de R$ 250 mil por conglomerado financeiro e R$ 1 milhão no total.

Tem alguma dúvida sobre investimentos? Siga-me no Instagram e envie uma mensagem por lá. Sua pergunta poderá ser respondida nesta coluna.

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

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