'Trem Bom': como era a novela sobre sertanejo que a Globo cancelou em 2015
Hoje estreia "Coração Acelerado", nova trama das 19 horas da Globo cuja ação principal se desenrola no universo da música sertaneja. Essa, porém, não é a primeira vez que a emissora pensa em produzir um folhetim centrado nesse mundo.
Em 2015, a sinopse de "Trem Bom" recebeu sinal verde para ser desenvolvida. Criada por Mauricio Gyboski, que havia colaborado com as novelas "Fina Estampa" (2011) e "Império (2015), a trama se passava numa cidade fictícia do interior de São Paulo e girava em torno de Cairo, um bem-sucedido peão de rodeio que sonhava em ter uma carreira na música ao lado do irmão Argel. Na época, a imprensa especulou que Luan Santana e Michel Teló seriam convidados para o elenco da produção.
"Trem Bom" estava prevista para ser exibida no horário das 18 horas, mas, após escrever os primeiros 18 capítulos, Gyboski recebeu a notícia que a produção seria descontinuada. Na entrevista abaixo, ele dá mais detalhes sobre como seria a novela, as razões do cancelamento e a guerra de egos que enfrentou nos bastidores.
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Há cerca de dez anos, você teve uma novela aprovada pela Globo que retratava o universo sertanejo chamada "Trem Bom". Sobre o que se tratava exatamente esse folhetim?
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"Trem Bom" contava a história dos irmãos Cairo e Argel, que formavam uma dupla sertaneja amadora e sonhavam em viver da música. Cairo era um peão exímio e enfrentava a desaprovação do patrão na busca por esse ideal: o coronel Juca Jobim, vilão da trama, que o queria montando no exterior e casado com a própria filha, Rafaela.
O outro filho de Juca, o mau-caráter Emiliano, empresariava os irmãos e os enganava, chegando a repassar suas composições para que fossem plagiadas. A família de Cairo vivia e trabalhava nas terras do coronel, o que tornava qualquer tentativa de insurreição ainda mais delicada.
Cairo recebe o apoio do radialista Radamés Pena, que o aproxima das irmãs Esmeralda e Ametista, uma dupla consagrada de décadas. Donas de uma casa de shows simples, dedicada ao sertanejo raiz, a Chão Batido, elas passam a abrir espaço para Cairo e Argel se apresentarem.
Em contrapartida, Emiliano entra como sócio da casa rival, a Celeiro, pertencente a Santelmo Sampaio. Suntuosa, com camarotes e amplo espaço para o sertanejo universitário, a Celeiro era o oposto da Chão Batido. Ali se apresentavam duplas........
