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Acordo UE-Mercosul pode enterrar nossa síndrome de vira-lata

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23.01.2026

Pode ser que ainda leve muito tempo (como dá a entender a revisão jurídica que deve congelar as negociações por mais alguns anos), mas uma coisa é inegável: o acordo UE-Mercosul poderá acabar com a nossa síndrome de vira-latas.

Falo em termos gastronômicos, claro, que é o que me cabe. Discutido há mais de duas décadas entre os blocos, o texto de um possível (e, pelo visto, desejado) acordo toca num ponto sensível do comércio alimentar: quem pode usar certos nomes — e em que condições.

Ao impedir que marcas nacionais reproduzam termos consagrados ligados a um local específico, a regra vai além da semântica e entra no terreno do valor simbólico.

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A lógica é proteger produtos agrícolas, vinhos e bebidas alcoólicas associados a indicações geográficas. Mas, na prática, o que se busca defender é um conjunto mais amplo de atributos: reputação, qualidade, método de produção e a ideia de que certas características não são facilmente deslocáveis no mapa.

É por isso que especialidades como presunto tipo Parma, champagne, conhaque, feta, prosecco e mortadela Bolonha aparecem na lista de restrições, ainda que sob diferentes regras de transição. São nomes que funcionam como atalhos culturais: dizem muito mais do que apenas o que está dentro da........

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