Acordo UE-Mercosul pode enterrar nossa síndrome de vira-lata
Pode ser que ainda leve muito tempo (como dá a entender a revisão jurídica que deve congelar as negociações por mais alguns anos), mas uma coisa é inegável: o acordo UE-Mercosul poderá acabar com a nossa síndrome de vira-latas.
Falo em termos gastronômicos, claro, que é o que me cabe. Discutido há mais de duas décadas entre os blocos, o texto de um possível (e, pelo visto, desejado) acordo toca num ponto sensível do comércio alimentar: quem pode usar certos nomes — e em que condições.
Ao impedir que marcas nacionais reproduzam termos consagrados ligados a um local específico, a regra vai além da semântica e entra no terreno do valor simbólico.
Wálter Maierovitch
Toffoli no caso Master e a suprema vergonha Gonet
Alicia Klein
Impune, Daniel Alves compra sua volta ao futebol
Nelson de Sá
Lula mira China após perda da liderança regional
Casagrande
Será que Gabriel conhece as fragilidades de Hugo?
A lógica é proteger produtos agrícolas, vinhos e bebidas alcoólicas associados a indicações geográficas. Mas, na prática, o que se busca defender é um conjunto mais amplo de atributos: reputação, qualidade, método de produção e a ideia de que certas características não são facilmente deslocáveis no mapa.
É por isso que especialidades como presunto tipo Parma, champagne, conhaque, feta, prosecco e mortadela Bolonha aparecem na lista de restrições, ainda que sob diferentes regras de transição. São nomes que funcionam como atalhos culturais: dizem muito mais do que apenas o que está dentro da........
