Anitta, a flor de Oxum e a inadiável cura para um velho mal de origem
Anitta, a flor de Oxum e a inadiável cura para um velho mal de origem
Na tarde do domingo de Páscoa, enquanto a cantora Anitta lançava, em audiência nacional, single de seu novo álbum, que reverencia as religiões de matriz africana, em Uberlândia (MG), o Terno de Congado Moçambique Conta de Lágrimas foi atacado por alguém que, da janela de um prédio, jogou urina sobre o cortejo que percorria as ruas, atingindo cinco de seus integrantes.
Na mesma cidade, dias antes, Tiago Santineli, que se declara ex-evangélico, foi impedido de concluir um show. Isto após ter sido arbitrariamente detido em Belo Horizonte, mediante pressão de políticos locais que, depois de haverem tentado, sem sucesso, cancelar o evento, incitaram manifestantes autodeclarados cristãos a montarem vigília à porta do teatro, contra o show "Olodumare" que Santineli fazia em parceria com o também humorista umbandista Luis Titoin.
Este caso, em que abundam evidências de racismo religioso e de ataque à liberdade de expressão, alcançou relativa repercussão, mobilizando apoio de poucas, embora importantes, lideranças religiosas e políticas de matiz progressista. Já a notícia do ataque sofrido por reinadeiras/os em Uberlândia - que, aliás, não é o primeiro, assim como os que ocorrem em todo Brasil com diferentes tradições religiosas e culturais de matriz africana, indígena e afroindígena -, foi recebida com espantosa naturalidade.
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O "estado inconstitucional das coisas" como estas, no país - para evocamos a sábia expressão da jornalista Ana Cristina Rosa -, impõe-se à contemporaneidade como a execrável renitência de um mal de origem que longe de se esvair........
