Palco do GP da China é mais 'normal', e isso é bom e ruim para a nova F1
Palco do GP da China é mais 'normal', e isso é bom e ruim para a nova F1
Depois da chuva de críticas que marcou a primeira corrida da nova era da F1 na Austrália, os pilotos se mostraram mais otimistas a respeito sobre a segunda etapa da temporada, neste fim de semana, na China. Isso porque trata-se de uma pista em que a administração de energia elétrica do motor híbrido não será tão difícil quanto no Albert Park, deixando-os mais liberados para fazer o que eles gostam, buscar o limite de seus carros ao invés de correr do limite das baterias.
Dependendo da pista, a FIA libera o máximo de recuperação de energia, e esse é o caso de Xangai. Então os pilotos não terão que adotar as táticas de Albert Park, como fazer as curvas rápidas com velocidade muito menor ou tirar o pé do acelerador em plena reta.
Isso porque eles passam menos tempo em aceleração total em um circuito que tem retas curtas - com exceção de uma no final da volta.
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Rivais creem que podem diminuir a vantagem da Mercedes
Um efeito direto do fato das retas serem menos dominantes na pista chinesa é que Ferrari, McLaren e Red Bull poderiam estar mais próximas da Mercedes, que fez a dobradinha na Austrália. Nas contas do time italiano, que é o mais próximo de Russell e Antonelli no momento, a vantagem é de quatro décimos a meio segundo em ritmo de corrida, mas vem quase totalmente nas retas.
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A Ferrari vai estudar usar sua asa "macarena" que, de acordo com Lewis Hamilton, estava planejada para ser intruduzida mais adiante no campeonato. Ela ajudaria justamente na velocidade de reta.
A McLaren também acredita que pode estar mais próxima. "Até se a gente disputasse o GP da Austrália hoje de novo estaríamos mais perto", acredita Lando Norris. No caso deles, que usam o mesmo motor da Mercedes, é tudo uma questão de entender melhor o equipamento.
O lado negativo: todos fazendo o mesmo e dificuldade de ultrapassar
Isso também significa que, como só há uma zona complicada para o uso da bateria, a reta oposta, a tendência é que as estratégias de energia sejam similares, ainda que Oliver Bearman tenha explicado ao UOL Esporte que esse é justamente um ponto que frustra os pilotos porque não é fácil fazer a diferença por conta das restrições do próprio regulamento.
O problema, e parte da nossa frustração como pilotos, é que na verdade o software em si não oferece muita flexibilidade. Não há muito espaço para inovar, muito espaço para fazer algo diferente. Claramente, a maneira mais rápida de completar essa volta é acelerar ao máximo e, com sorte, usar toda a potência disponível na curva 14, porque essa é a parte da pista mais sensível em termos de tempo de volta e a maneira mais eficiente de correr. Você precisa seguir as regras rígidas de redução de potência da FIA e não há chance de fazer nada por conta própria.Oliver Bearman, da Haas
Algo importante que os pilotos apontaram nas entrevistas desta quinta-feira é que o número muito alto de ultrapassagens da semana passada - 120, de acordo com a F1 - pode enganar, porque a maioria das manobras aconteceu no começo da corrida, quando os pilotos estavam entendendo melhor como usar suas novas ferramentas de ultrapassagem, baseadas na energia elétrica do motor.
"Eu fiquei 30 voltas atrás de um carro e era mais rápido, ano passado eu teria precisado de umas sete voltas para passar" disse Bearman. "Estou curioso para ver as diferenças, mas o botão de boost dá só meio décimo de vantagem."
Ou seja, como os carros estavam muito mais "famintos" por energia na Austrália, a chance de errar na administrção em uma disputa por posição era muito maior. E isso escondeu um problema que deve aparecer neste fim de semana, de falta de ultrapassagens.
Mas também é verdade que as corridas da China costumam ser movimentadas por outro motivo: o alto desgaste de pneus, especialmente por meio de granulação dos dianteiros. Os carros atuais colocam menos energia no pneu porque geram menos pressão aerodinâmica, mas ainda assim espera-se mais destaste em Xangai do que semana passada.
O GP da China é disputado em formato sprint. Na madrugada desta sexta-feira, pelo horário de Brasília, serão disputados o treino livre às 00h30 e a classificação para a sprint às 4h30.
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