F1 sai das primeiras etapas com dois grandes problemas em novo regulamento
F1 sai das primeiras etapas com dois grandes problemas em novo regulamento
A pausa de mais de um mês nas corridas não era programada, tendo vindo depois do cancelamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, mas vem em boa hora para a Fórmula 1 depois das três primeiras corridas do novo regulamento da categoria.
Todos concordam que é uma oportunidade de estudar a fundo mudanças que podem mudar principalmente a classificação, que está bem longe de ser um desafio de tirar o máximo do equipamento em uma volta. E, depois do acidente de Oliver Bearman no GP do Japão, um ponto que vinha sendo levantado pelos pilotos, "deveria pular para o topo da lista", na opinião do chefe da McLaren, Andrea Stella: a diferença de velocidade entre os pilotos na pista.
Essa diferença acontece porque os pilotos podem estar em um regime diferente de recuperação e uso da energia. Em Suzuka, Bearman já estava usando mais energia e apertou o boost, que aumenta ainda mais a potência. E se viu 50km/h mais rápido que Colapinto, perdeu a Haas, e bateu forte.
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Não é uma surpresa. Temos a responsabilidade de implementar as ações que, especialmente do ponto de vista da segurança, devem ser tomadas.
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Acho que precisamos analisar os dados, pois as equipes devem compartilhar informações sobre o que estava acontecendo com o carro de Colapinto e o carro de Oliver. Em geral, o motivo de elevar o superclipping a 350kw é evitar que os pilotos precisem aliviar o pé e deixar o carro rolar. Porque, se houver essa manobra, a diferença de velocidade com o carro que vem atrás é ainda maior.Andrea Stella, da McLaren
O superclipping mencionado por Stella é uma das forma de recuperação de energia, que ocorre automaticamente em pontos pré-determinados pelos softwares de cada equipe. Atualmente, a energia recuperada dessa forma é limitada a 250kw. Desde os testes, a McLaren especialmente está forçando para que o limite suba para 350kw. Desta forma, os pilotos deixariam de utilizar outras técnicas para recuperar energia, pois isso não seria tão necessário.
A questão é que o regulamento é tão complexo que qualquer mudança pode trazer consequências inesperadas, e é por isso que a pausa de abril é positiva. Depois de três corridas em quatro finais de semana, os dados serão analisados e as propostas serão colocadas na mesa.
E há um alívio de que os pilotos não vão ter que correr na já perigosa Jeddah com estes carros neste momento do regulamento.
Até porque existe um consenso de que muitos erros estão sendo cometidos. Dos pilotos no gerenciamento de energia, das equipes na otimização do que eles têm em mãos. E esses erros contribuem para que pontos que podem ser melhorados no regulamento estejam ainda mais destacados. Como no caso do acidente de Bearman.
Classificação é grande problema
Algo que já tinha ficado claro depois da China e que ganhou tons até mais críticos em Suzuka, com suas três retas em sequência, foi a questão da classificação.
Ao invés de irem cada vez mais chegando perto do limite, os pilotos têm que focar em precisão no acelerador para evitar decisões que os surpreendam do software que controla a recuperação e uso da energia.
No Japão, foi testada a diminuição do máximo de energia disponível, o que foi considerado um passo na direção certa. Mas não foi suficiente.
Podemos ver alguns dos problemas que observamos na classificação, em que os pilotos deveriam estar no controle da pilotagem, certo? E, para mim, os sistemas deveriam ser como um conjunto de ferramentas, gavetas, para ajudar a otimizar o tempo de volta. Mas, no momento, os sistemas têm tantas restrições que os pilotos acabam tendo que pilotar para fazer o sistema funcionar ou otimizá-lo.
Mas já estamos tomando medidas, um pequeno passo aqui para a classificação, reduzindo a quantidade de energia que pode ser recuperada. Então, esse foi um bom passo.
Já identificamos várias áreas, pequenas diferenças. Não precisa ser uma mudança radical. E este é outro exemplo. Estamos aprendendo muito coletivamente, mas tenho certeza de que, se implementarmos essas melhorias, mesmo que pequenas, podemos melhorar drasticamente o espetáculo, bem como a segurança.Ayao Komatsu, chefe da Haas
Haverá uma reunião da Comissão de F1 dia 9 de abril, em que propostas vindas da FIA e das equipes serão avaliadas. E mudanças podem acontecer já para a próxima etapa, em Miami, no início de maio.
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