Conflito no Oriente Médio pode atrapalhar início da temporada da Fórmula 1?
Conflito no Oriente Médio pode atrapalhar início da temporada da Fórmula 1?
Uma hora dessas era para eu estar em um voo de Doha para a Austrália, palco da primeira etapa da Fórmula 1 com treinos livres começando em 6 de março, mas eu estou escrevendo essas linhas da minha casa em Londres, porque, uma hora depois da decolagem do voo com destino à capital do Qatar, o capitão informou que o avião teria que voltar para o aeroporto de origem. Não foi exatamente uma surpresa, porque eu já tinha visto nas telas de TV no aeroporto que Israel e os Estados Unidos tinham iniciado um ataque ao Irã. Junto comigo no voo estavam membros de pelo menos três equipes da Fórmula 1: Williams, Alpine e Red Bull.
Antes de mais nada, convenhamos: dentro de todo o contexto dos acontecimentos, tudo isso é o menor dos problemas.
Conflitos no Oriente Médio têm repercussões na Fórmula 1 por dois motivos: a categoria faz quatro corridas por ano na região - duas delas, o GP do Bahrein e o GP da Arábia Saudita, em abril - e também porque a região é um ponto de escala importante para corridas mais ao leste, como as três primeiras etapas: Austrália, China e Japão.
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Continuando na minha história, julguei, diante da seriedade dos acontecimentos, que a melhor aposta para chegar na Austrália seria por uma rota diferente. Remarquei meu voo para o início da semana, via Hong Kong. Há várias opções para esta rota Inglaterra-Austrália, usada pela maioria das equipes. Singapura, Malásia, Tailândia, China, voos diretos inclusive. Dado que há tempo hábil para refazer os planos de viagem, é possível minimizar os atrasos, lembrando que os mecânicos, por exemplo, chegam dias antes dos carros irem à pista para montá-los.
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Antes disso, há uma equipe que monta a garagem. Estes já estão na Austrália, juntamente do equipamento que é enviado por via marítima e é o primeiro que chega. Os motores começaram a ser enviados na semana passada, segundo as equipes, e os carros costumam chegar até o domingo de manhã nesse tipo de corrida.
Esse transporte é feito pela DHL, que tem atuação global e pode modificar rotas com facilidade para escapar das escalas no Oriente Médio. A empresa de logística usa aviões fretados para este transporte.
Tudo ficaria muito mais apertado se o campeonato já tivesse começado e se o 'circo' tivesse que mudar de um país para o outro em dois ou três dias. Como se trata da etapa de abertura - para a qual tudo já é feito com muita antecedência por conta da distância da Austrália - seria uma surpresa se o ataque de EUA e Israel trouxesse alguma consequência grave para a categoria
Pirelli cancelou teste no Bahrein. Mas e a corrida?
A maior preocupação no momento é com os profissionais que estão no Bahrein por conta de um teste de pneus de chuva que a Pirelli tinha programado para este sábado (28) e domingo. Seriam usados carros adaptados, então não são os mesmos que vão correr na Austrália. Mas funcionários da própria fornecedora de pneus e das duas equipes que participariam do teste, Mercedes e McLaren, estão esperando o espaço aéreo barenita abrir para sair de lá.
O ataque iraniano, mirando uma base americana por lá, foi bem perto da região em que os profissionais da F1 costumam se hospedar quando estão no Bahrein.
A corrida por lá é em 12 de abril. A posição da categoria é de aguardar o desenrolar dos acontecimentos antes de tomar qualquer medida. Grande parte dos equipamentos - tudo o que fica dentro da garagem e dos escritórios das equipes na pista - já está no Bahrein, por conta dos testes de pré-temporada. Trata-se do carregamento marítimo, aquele que é o primeiro a chegar. Ou seja, o conflito começa a ser um problema se o Bahrein, que foi atacado pelo Irã, seguir diretamente envolvido, é claro, e se isso se estender até o final de março.
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