Crise de identidade do Brasil reflete mudança do futebol de seleções
Crise de identidade do Brasil reflete mudança do futebol de seleções
Só duas seleções chegaram às semifinais da duas últimas Copas do Mundo: França e Croácia.
Voltar cinco Copas significará encontrar só o Brasil em todas as quartas-de-final.
Não é suficiente para uma seleção como a brasileira. Nenhum de nós, acostumados a vencer cinco Copas, deve se habituar a que sucesso seja estar entre os oito melhores do mundo.
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Para o país pentacampeão mundial, só é bom ser o primeiro.
Nas seis Copas do século 21, quinze países figuraram entre os semifinalistas. Nas seis anteriores, doze seleções.
O leque fica maior, até porque há países que não existiam até o final da década de 1980. A Croácia, por exemplo.
Embora nunca tenha vencido o Brasil, foram três triunfos brasileiros e três empates, os croatas eliminaram a seleção nos pênaltis há quatro anos.
A Bósnia, ameaça à Itália,era parte da Iugoslávia, duas vezes semifinalista de Copas em 1930 e 1962. Não é absurdo perder vaga para os bósnios. Menos do que para a Macedônia do Norte, que também era Iugoslávia e tirou os italianos da Copa de 2022.
A mudança do mapa interfere nas crises.
A Itália não passou da fase de grupos em 2010 e 2014, não foi às Copas de 2018 e 2022.
A Alemanha não avançou da fase de grupos nem em 2018 nem em 2022. E era o exemplo a ser seguido após os 7 x 1.
A Argentina caiu nas oitavas em 2018.
A Espanha não passou das oitavas em três Copas depois de ser campeã mundial em 2010. Caiu na fase de grupos de 2014.
A Holanda não foi ao Mundial de 2018, na Rússia.
O Uruguai foi eliminado na fase de grupos em 2022.
A França foi desclassificada na primeira fase de 2002 e 2010. Embora seja o trabalho de seleções mais bem feito do planeta.
A Croácia foi eliminada na fase de grupos em 2002, 2006 e 2014, não foi à África do Sul, em 2010..
O Brasil só chegou à semifinal em uma das últimas cinco Copas do Mundo. Por outro lado, não caiu antes das quartas nenhuma vez.
A seleção está em crise e não há dúvida de que é necessário repensar, refazer o trabalho da CBF.
Mas a mudança do mapa não interfere só na seleção brasileira. Todos andam sofrendo.
Favoritos para a Copa do Mundo, só França e Espanha.
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