CBF tem dura missão para criar Liga Única: fazer o Brasil acreditar na CBF
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Quase a totalidade dos dirigentes dos 40 clubes de Séries A e B saiu da reunião da CBF, na Barra da Tijuca, com discurso de que a assembleia foi histórica, um marco e todos os adjetivos positivos possíveis. Tirando quem saiu da reunião fazendo provocações infantis ou mantendo guerras adolescentes de dirigente contra dirigente, entendeu-se que o objetivo é criar o terceiro maior campeonato nacional do mundo.
O objetivo único da liga tem de ser este: criar o maior campeonato do mundo.
Está meio evidente que a atual gestão da CBF tem mais princípios para o bem do futebol do que nos tempos de Ricardo Teixeira, Marco Polo Del Nero ou José Maria Marin. Então, por que existe desconfiança? Ora, porque é a CBF.
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Há décadas, desde quando a CBF ainda era CBD e as crianças brincavam na escola que a sigla significava "Come, Bebe e Dorme" desconfia-se das ações de quem ampliou, diminuiu, brincou, jogou, impediu reuniões, dividiu grupos sólidos. Há uma nuvemzinha escura que sobrevoa a sede da CBF como se fosse a casa da Família Adams, nos desenhos ou no cinema.
Também há interesses difusoso a serem solucionados. Antes da reunião da Barra da Tijuca, parecia oportuno colocar todas as partes na mesa. Significava abrigar no debate os clubes filiados à Libra, que estava desmilinguindo, os trinta com contratos com a FFU, os investidores dos dois lados.
Entendeu-se que não era o momento de colocar os investidores na conversa. A CBF tem a ideia de que os contratos que dão poder decisório ao grupo LCP, que comprou entre 10% e 20% de clubes associados por até cinquenta anos, não deve haver. De acordo, o empresário Carlos Gamboa não pode ter soberania na Liga. Deve ser o investidor e ganhar mais dinheiro.
Por outro lado, há contratos assinados a cumprir. Já se entende que a criação da Liga pode deixar o investidor apenas com acordo formatados com cada um dos que assinaram documentos vinculatórios. A Liga estará acima disso. Cada um que assinou que cumpra o que está documentado.
E há uma terceira questão, cultural, que precisa mudar. A CBF, muitas vezes, escorou-se na justificativa de que são os clubes que a procuram, quando precisam de dinheiro ou de apoio. Isto sempre criou uma relação de dependência. Eu te dou o dinheiro, você me dá o poder. É assim em Brasília e não se esqueça quem quem controla a CBF hoje veio do centro do poder do país.
No debate da nova liga, não podem estar presentes rancores do passado, nem saber se a LCP terá mais dinheiro ou se os dirigentes da CBF terão mais poder. A única coisa que importa é fazer o Campeonato Brasileiro alcançar o potencial que possui: ser o terceiro maior torneio nacional de clubes do planeta, acima da Alemanha, abaixo apenas na disputa com Inglaterra e Espanha.
A CBF parece disposta a isto. Mas precisa convencer todas as partes de que o único interesse é mesmo este. Ou seja, é preciso dissipar a nuvemzinha da Família Adams de cima do prédio da Barra da Tijuca. Em outras palavras, a CBF precisa convencer o Brasil de que pode confiar na CBF.
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