Brasil perde vantagem na Venezuela e vê setor automotivo como arma política
Brasil perde vantagem na Venezuela e vê setor automotivo como arma política
A decisão da Venezuela de elevar de 9% para 20% a tarifa sobre a importação de carros brasileiros, revelada por Janaína Figueiredo, colunista do UOL, tem impacto limitado em volume, mas sinaliza o uso do setor como refém geopolítico.
O mercado venezuelano está longe de ser um dos principais destinos dos veículos produzidos no Brasil. Em 2025 as exportações de carros brasileiros para o país somaram pouco mais de US$ 44 milhões, o equivalente a 0,8% do volume exportado - cerca de 4,2 mil unidades. Ainda assim, a medida atinge justamente o ponto que sustentava a presença dos modelos nacionais naquele mercado: a preferência tarifária prevista no Acordo de Complementação Econômica nº 69, o ACE 69.
Na prática, os veículos brasileiros deixam de entrar na Venezuela com uma vantagem relevante sobre produtos de países sem acordo. A decisão não foi publicada formalmente pelo governo venezuelano, mas já vem sendo aplicada, segundo fontes ouvidas pela coluna de Janaína.
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O incômodo chegou ao governo brasileiro por meio de empresários dos dois lados: exportadores brasileiros e importadores venezuelanos. O movimento é visto nos bastidores como uma "retaliação silenciosa" após o veto do Brasil à entrada da Venezuela no Brics e as tensões diplomáticas recentes.
Para o setor automotivo, o problema não está apenas no tamanho atual do mercado, mas no sinal que a medida transmite. A Venezuela ainda compra veículos brasileiros, entre eles modelos da Fiat,........
