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Líder da oposição taiwanesa chora na China por Sun Yat-sen, 'pai da nação'

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08.04.2026

Líder da oposição taiwanesa chora na China por Sun Yat-sen, pai da nação

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Do alto dos seus 1m78, sorrindo ao descer do avião em Xangai ou séria ao subir até o mausoléu de Sun Yat-sen em Nanjing, a presidente do Partido Nacionalista Chinês (Kuomintang, KMT), Cheng Li-wun, vem sendo acompanhada passo a passo por câmeras e jornalistas da China continental e de Taiwan. Ela foi alertada para não usar salto, por causa das escadarias e também para não expor seus anfitriões.

Segundo o principal grupo taiwanês de mídia, UDN, que é próximo do KMT e vem fazendo até transmissões ao vivo, Cheng se reúne com o presidente Xi Jinping em Pequim na sexta, quarto dia da visita, que acontece a convite dele.

Ela não tinha protagonismo ou maior reconhecimento na política da ilha até assumir o comando do partido, em novembro. Com apoio sobretudo dos membros mais jovens, derrotou por voto direto as forças tradicionais do KMT, que vinham de perder três eleições presidenciais seguidas.

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Na última campanha eleitoral, que cobri quando morava em Taipé, essas forças buscaram se aproximar dos EUA e abraçaram bandeiras como a legalização da pena de morte. É um partido conservador, que naquela eleição beirou o populismo. Cheng viajou agora em meio a uma tentativa de reação das lideranças anteriores, contra ela.

Seus críticos dizem que ela não tem carisma, mas seus pronunciamentos na turnê, até aqui, foram contundentes. Numa passagem no mausoléu, que o canal do UDN no Youtube separou com dublagem para inglês, ela pareceu chorar quando falou de Sun Yat-sen, que fundou a república chinesa e o próprio KMT — e é venerado tanto na China continental como na ilha.

"Em 12 de março de 1925, o doutor Sun Yat-sen, pai da nação, faleceu. Trezentos mil foram às ruas para se despedir, gritando: 'Abaixo o imperialismo! Abaixo os senhores da guerra!'. Taiwan estava sob domínio colonial japonês havia 30 anos. Mesmo sob repressão, foram realizadas cerimônias em Taiwan numa escala sem precedentes. Mas escritos em sua memória foram censurados pelas autoridades japonesas."

"Quando a notícia da morte chegou, pessoas de todas as classes foram tomadas pela tristeza. Chiang Wei-shui escreveu no Taiwan Minpao, sob o título 'Chorando em direção ao horizonte, em luto por um grande homem'. Dizia: 'Neste momento, 400 milhões de nossos compatriotas estão em luto e angústia. Olhando para a Planície Central de longe, também não conseguimos conter a torrente de lágrimas'."

Shu Qi no centro do cinema chinês

O Ministério das Relações Exteriores da China passou a última semana em frenesi, em preparação não só para a visita de Cheng, que traz a esperança de reunificação pacífica do país. Também no esforço de viabilizar o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, que levou o chanceler Wang Yi a 26 telefonemas para colegas seus de países da região em pouco mais de um mês. Também para organizar as negociações de paz entre Paquistão e Afeganistão, que terminaram na segunda em plena Urumqi, capital de Xinjiang.

Sobrou tempo para programar uma "onda de filmes de Taiwan" para os dias que precederam a chegada de Cheng, com temas ligados à relação bilateral. Como é possível verificar no Museu Nacional de Cinema em Pequim, a produção de Taiwan, assim como a de Hong Kong, está com lá, do diretor Edward Yang à atriz Shu Qi. Esta acaba de estrear seu primeiro filme como diretora e, daqui a dez dias, preside o júri do Festival Internacional de Filmes de Pequim.

Sem visto, mas com 99 em chinês

Lula prometeu no início do ano que, a exemplo da isenção de visto para os brasileiros que vêm à China, os chineses teriam isenção para ir ao Brasil. Passaram-se os meses e nada. Mas a DiDi, dona da 99, acaba de disponibilizar para os sistemas Android e iOSsubiu aplicativos da 99 em mandarim, para uso dos chineses que devem ir para lá, eventualmente. Da página da DiDi no WeChat: "No Brasil, um país estrangeiro, a barreira do idioma e o trajeto desconhecido são os maiores transtornos. Não entre em pânico, acione a 99".

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

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