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Anônimos trocam confissões por cartas em novo livro de cura sul-coreano

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19.12.2025

A onda da cultura coreana no Brasil por meio de k-pop, k-drama e gastronomia. Assinada por Nathalia Durval

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O desejo de virar escritora nasceu em Baek Seung-yeon a partir de uma carta. Quando era adolescente, escreveu duas folhas A4 inteiras expressando suas mágoas com o pai. A resposta dele foi dizer que ela escrevia bem.

"Na hora, foi meio frustrante. Eu tinha juntado toda a minha coragem para abrir meu coração", relembra a autora sul-coreana. "Ele nunca entendia o que eu sentia. Era o típico pai coreano, que tem vergonha de dizer 'eu te amo' para os filhos. No fim das contas, virou uma lembrança divertida", ela diz, e um empurrão para escrever mais.

Baek lançou em 2024 seu primeiro romance, "A Loja de Cartas de Seul", que recém-chegou ao Brasil pela Intrínseca. O livro alimenta a febre da literatura de cura, que se consolidou com obras que retratam vidas cotidianas e se passam em lugares comuns, como lojas de conveniências e livrarias, mas fictícios. A editora original quis fazer o caminho inverso e usou um endereço que já existe.

Para isso, convidou Baek para criar uma história a partir da Geulwoll, loja de materiais de cartas em Seul que oferece o serviço de penpal, no qual pessoas trocam correspondências de forma anônima. "Eu também achava que estava na hora de dar uma reinventada na literatura de cura. Com certeza haveria muitas histórias guardadas ali", diz a autora.

Sua........

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