MP manda investigar Vorcaro por queixa assinada por Barci de Moraes
MP manda investigar Vorcaro por queixa assinada por Barci de Moraes
O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) mandou abrir um inquérito para investigar Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, por denunciação caluniosa —o crime de acionar a Justiça contra alguém sabendo que ele é inocente.
A apuração tem como base uma queixa-crime que Vorcaro moveu em outubro de 2024 acusando Vladimir Timerman, gestor do fundo ESH Capital, de calúnia.
A peça foi assinada pelo escritório Barci de Moraes, da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
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Enquanto o escritório de Viviane processava Timerman em nome de Vorcaro no TJ-SP, em maio de 2025, o ministro Moraes negou no STF um recurso de Timerman em caso ligado ao Master, como mostrou a Folha.
O Barci de Moraes tinha contrato com o banco entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, ganhando cerca de R$ 3,6 milhões mensais.
O escritório foi procurado pelo UOL, mas não respondeu até a publicação desta reportagem. A defesa de Daniel Vorcaro também não retornou.
Timerman argumenta que Vorcaro escolheu deliberadamente o escritório da esposa de um ministro do STF com "evidente propósito intimidatório".
A ação de Vorcaro mirava a denúncia que Timerman havia feito ao MPF (Ministério Público Federal) em 2023 sobre supostas irregularidades entre a Gafisa, o Fundo Brazil Realty e o Banco Master.
A acusação de calúnia foi rejeitada em primeira instância e o TJ-SP manteve a decisão em outubro de 2025, reconhecendo que Timerman agiu dentro da lei ao notificar o MPF.
Em novembro de 2025, Vorcaro foi preso pela Polícia Federal ao tentar embarcar em um jato particular rumo a Dubai, em investigação que apura fraude de R$ 12 bilhões contra o BRB (Banco de Brasília).
Em dezembro, o MPF denunciou Nelson Tanure por uso de informação privilegiada, com base na mesma denúncia que Vorcaro havia classificado de caluniosa.
Na última quarta-feira, Timerman depôs na CPI do Crime Organizado no Senado e apontou Tanure como o nome por trás do banco.
O STF negou conflito de interesses na decisão de Moraes do ano passado e disse à Folha que a decisão foi unânime na Turma e alinhada a parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República).
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