menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

O assassinato de um pet

5 1
08.02.2026

Sociólogo, professor emérito da UFRJ, autor, entre outras obras, de “Pensar Nagô” e “Fascismo da Cor”

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

benefício do assinante

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

benefício do assinante

Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

A morte barbárica do cão Orelha chocou o país. Guardada a distância literária, é tão impactante quanto a morte ficcional da cadela Baleia em "Vidas Secas". Animal é pensamento. Quer dizer, campo de conhecimento onde cada dia se experimenta a afirmação contrastiva da identidade humana. Talvez por isso a tendência ascendente de cuidar de um "pet" (cachorro, gato), hoje em dia, seja o modo mais simples de confirmar para si mesmo a humanidade que se esvai na vida social regida pelas máquinas.

É clichê conhecido: o ser humano aprende a amar ao longo de sua existência, o cachorro já nasce como amor em quatro patas. Orelha amava a comunidade, animal comunitário, diz-se, dócil e receptivo a carinho. Mas jovens cavaleiros do apocalipse entregaram-se a agressões ainda pouco claras, que oscilam nos relatos entre empalar,........

© UOL