O assassinato de um pet
Sociólogo, professor emérito da UFRJ, autor, entre outras obras, de “Pensar Nagô” e “Fascismo da Cor”
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A morte barbárica do cão Orelha chocou o país. Guardada a distância literária, é tão impactante quanto a morte ficcional da cadela Baleia em "Vidas Secas". Animal é pensamento. Quer dizer, campo de conhecimento onde cada dia se experimenta a afirmação contrastiva da identidade humana. Talvez por isso a tendência ascendente de cuidar de um "pet" (cachorro, gato), hoje em dia, seja o modo mais simples de confirmar para si mesmo a humanidade que se esvai na vida social regida pelas máquinas.
É clichê conhecido: o ser humano aprende a amar ao longo de sua existência, o cachorro já nasce como amor em quatro patas. Orelha amava a comunidade, animal comunitário, diz-se, dócil e receptivo a carinho. Mas jovens cavaleiros do apocalipse entregaram-se a agressões ainda pouco claras, que oscilam nos relatos entre empalar,........
