menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

A guerra cujo ato inaugural foi assassinar 160 meninas dentro de uma escola

32 0
07.03.2026

A guerra cujo ato inaugural foi assassinar 160 meninas dentro de uma escola

Estados Unidos e Israel entraram em guerra com o Irã. O pretexto é o de mudar o regime e libertar a população iraniana submetida a um governo repressivo. Não há, a essa altura, muitas pessoas lúcidas que acreditem nessa mentira, e o objetivo desse texto não é dizer o óbvio: que a guerra é uma cortina de fumaça para Trump e, para Netanyahu, um sonho antigo que visa o completo domínio daquela região. Não estão nem aí com a população do Irã, muito menos com as mulheres.

O ato inaugural dessa guerra foi o bombardeiro de uma escola primária para meninas. O New York Times, o Washington Post e outros veículos fizeram uma investigação do bombardeio e concluíram que foram os Estados Unidos, e não Israel, que cometeram a atrocidade. O que, evidentemente, não pesa a favor de Israel se levarmos em conta todos os civis dentro de hospitais e escolas assassinados em Gaza. Aparentemente, o erro foi provocado pela inteligência artificial estadunidense que está traçando os alvos dentro do território iraniano. Os Estados Unidos ainda não reconheceram a autoria do bombardeio, mas terão que fazê-lo em pouco tempo.

Cento e sessenta crianças entre sete e 12 anos foram pulverizadas por uma bomba de última geração lançada pelo governo de Trump. Suas mochilas ficaram por ali, para contar uma história de horror. Cento e sessenta mães jamais conseguirão seguir com suas vidas sem estarem emocionalmente amputadas da perda de uma filha. O movimento feminista iraniano - que se opõe ao regime, foi organizado mais fortemente a partir de 2022 e nomeado de "Women, Life, Freedom" (Mulheres, Vida, Liberdade) - certamente ficou consternado com a ação abjeta dos agressores. A parte da população que quer ver o Irã livre de um governo altamente repressivo não concorda com a guerra, com seus métodos ou com a ameaça de ter Donald Trump liderando qualquer tipo de transição.

Rodrigo RatierEstudo questiona vantagem de mulheres trans em jogos

Estudo questiona vantagem de mulheres trans em jogos

Josias de SouzaO grande erro de Daniel Vorcaro

O grande erro de Daniel Vorcaro

Julián FuksImaginação infinita infantil faria tão bem aos adultos

Imaginação infinita infantil faria tão bem aos adultos

Paulo CamargoCaso de demissão no Fla também tem nas empresas

Caso de demissão no Fla também tem nas empresas

Se o objetivo de Trump e Netanyahu era chamar a população às ruas para derrubar o regime, a ideia já fracassou. Quem está indo às ruas o faz para apoiar seu país. O assassinato de quase 200 crianças teve a capacidade de provocar um tipo de nacionalismo há anos adormecido. Um ato inaugural indizível, inominável, covarde e que vai cobrar seu preço histórico.

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.

O grande erro de Daniel Vorcaro

Eletrificados mais vendidos: BYD dispara e híbridos têm briga acirrada

Luciana Gimenez faz ensaio de lingerie azul com almofada ousada

Homem compra 25 kg de lixo na Amazon por R$ 525 e recebe peças de R$ 36 mil

Empresa canadense muda rota de BR para tirar ouro escondido no sertão do RN


© UOL