O fim das ilusões progressistas
Professora emérita da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, é pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap)
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Por décadas, as elites progressistas vivemos uma espécie de ilusão de ótica, como aquelas que fazem os viajantes enxergar oásis inexistentes no meio do deserto. Foram oito anos de Presidência nas mãos de liderança reformista de centro, seguidos por uma década e meia de governos encabeçados pela centro-esquerda. Tudo isso e mais uma Constituição muito avançada em termos de garantias individuais e direitos sociais —parecia confirmar que, depois de 20 anos de autoritarismo, o Brasil estava se transformando em um país politicamente arejado.
É bem verdade que as eleições para o Congresso contavam outra história. Ali, as várias correntes da direita sempre formaram entrincheirada maioria. Mas, por operarem sob a batuta do pragmático "centrão", eram vistas como forças do atraso, incontornáveis parceiras........
